
| rabisquei
poemas e insultos nos muros quem dera meus olhos de menino tão verdes tão puros nas mãos fechadas butiás maduros |
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aos predadores dentro
de mim
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chuva |
| candura preciso morrer de morte natural pra que ninguém possa supor de que bem é feito o meu mal |
| o
galo o silêncio com suas equações ............de estrelas .......abre os portais .......da madrugada sob os olhos atentos ............do infinito um quarto de lua empresta a partitura .......ao galo |
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Lau Siqueira (Jaguarão/RS). Poeta, publicou O comício das veias (João Pessoa: Editora Idéia, 1993), O guardador de sorrisos (João Pessoa: Editora Trema, 1998), Sem meias palavras (João Pessoa: Editora Idéia, 2002), Texto sentido (Recife: Editora Bagaço, 2007) e Aos predadores da utopia (São Paulo: Dulcinéia Catadora, 2007). Consta de algumas antologias, como Na virada do século — poesia de invenção no Brasil, organizada por Claudio Daniel e Frederico Barbosa (São Paulo: Editora Landy, 2002). Participa das coletâneas anuais do Livro da Tribo (São Paulo: Editora da Tribo). Vive em João Pessoa. É autor do blogue Poesia Sim.
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