
| rabisquei
poemas e insultos nos muros quem dera meus olhos de menino tão verdes tão puros nas mãos fechadas butiás maduros |
|
aos predadores dentro
de mim
|
|
|
|
chuva |
| candura preciso morrer de morte natural pra que ninguém possa supor de que bem é feito o meu mal |
| o
galo o silêncio com suas equações ............de estrelas .......abre os portais .......da madrugada sob os olhos atentos ............do infinito um quarto de lua empresta a partitura .......ao galo |
|
Lau
Siqueira nasceu em Jaguarão, fronteira leste
do Rio Grande do Sul, em 21 de março de 1957. Escreve poemas
desde a adolescência. Publicou três livros: O Comício
das Veias (Paraíba: Editora Idéia, 1993), O
Guardador de Sorrisos (Paraíba: Editora Trema, 1998)
e Sem Meias Palavras (Paraíba: Editora Idéia,
2002). Todos esgotados. Publicou poemas nas últimas edições
do Livro da Tribo (São Paulo: Editora Tribo) e teve poemas incluídos
na antologia Na Virada do Século — Poesia de Invenção
no Brasil (São Paulo: Editora Landy, 2002), organizada
pelos poetas Frederico Barbosa e Cláudio Daniel. Reside atualmente
em João Pessoa, na Paraíba. Escreve o Poesia
Sim. |