

|
II
Minha geração
partiu para a terra do Arco-Íris,
Minha geração
partiu para a terra do Arco-Íris
Numa bela
manhã, limpa e azul, resplandecente e luminosa, |
| I
Eu vi os expoentes
de minha geração destruídos pela loucura...
E eu vi a minha geração esmagada pela
apatia,
Ó Deus, volte de onde se escondeu e se lembre
de nossos nomes,
Eu vi minha geração muito paciente, iludida,
enganada,
Ó mundo, nos diga, a vida de alegrias é vida de lágrimas para sempre?
Eu vi minha geração-gado, vagar no Mediterrâneo
azul e manso,
Ó Deus, da tua janela celeste, o que vê?
Eu vi minha geração desesperada, forçar
a porta do Paraíso das olivas,
Ó meu Rei David, será essa a nossa glória?
Eu vi minha geração-coragem empunhar granadas,
fuzis e pistolas,
Ó Deus, sua voz-trovão cada vez menos ouvida, seu silêncio é imenso. Eu
vi os expoentes da minha geração quase destruídos
pela loucura... |
|
Iosif Landau (Bucareste/Romênia, 30/04/1924 – Rio de Janeiro/RJ, 14/08/2009). Veio para o Brasil em 1940. Formou-se em engenharia, casou-se com Lia, em 1950, e teve quatro filhos — Luiz, Sérgio, Roberto e Elena. Aposentou-se e começou a escrever aos 70 anos de idade. Publicou onze livros, entre eles, Comissário Alfredo (Rio de Janeiro: Editora Record, 1995); Os Anjos Também Morrem (Rio de Janeiro, Editora Altos da Glória, 1997); Eles, Eu, Outros (Rio de Janeiro: Papel & Virtual Editora, 1999); Confissões (Rio de Janeiro, Papel & Virtual Editora, 2001); Memória Tumultuada (Rio de Janeiro: Papel & Virtual Editora, 2002); Abelardo e Outros Contos (Rio de Janeiro: Papel & Virtual Editora, 2004); O Diabo Vestia Seda (Rio de Janeiro: Publit Editora, 2006). Participou da antologia Crime Feito em Casa — Contos Policiais Brasileiros, organizada por Flávio Moreira da Costa (Rio de Janeiro: Editora Record, 2005). Sob o pseudônimo de Dominique Lotte, foi uma das Escritoras Suicidas. Seu site: www.iosiflandau.com
Mais Iosif Landau em Germina
|