Confissão

 

Sejamos sinceros, meu bem,

dispamos o pijama

das mitologias:

 

a eternidade não conhece o amor.

 

O amor também não sabe

verdadeiramente

o que é o amor

 

e, no fundo, nós nunca acreditamos muito

em parto

sem dor.

 

 

 

 

 

 

Pequeno diário da palavra

 

Toda palavra tem um oco

uma fenda uma avessa

claridade

de onde as formigas emigram.

 

Há gravetos, conchas vocabulares,

acentos à paisana, vírgulas úmidas e bivalves.

 

Um vento antigo

tange as crases desse poema, arrasta

os pontos de exclamação pelos cabelos.

Estende-os para secar

o sol mais triste de seu nome.

 

O meio-dia a esmo

bate a sua orelha na cancela.

 

Toda palavra tem sexo e sintaxe,

um amarelo em luta

com as folhas mortas no terreiro.

 

Alfabeto crivado de dízimos

onde não se pode tagarelar

sem doer um grão de arroz

por sob a língua.

 

Palavra carece de pátria

lugar de raiz e eleição.

 

Onde adensa sua espera, duas borboletas

grifam a giz a paisagem.

 

 

 

 

 

 

 

No retrato

 

Toda a família se espreme

no retrato

ao lado do oratório.

 

Aninha está de vestido novo

e laço de fita no cabelo.

José surge da treva,

enfim lúcido e barbeado.

Filinto continua bêbado.

Laninha, essa ninguém convence,

permanece de mal com a vida,

como sempre.

 

Vô Chico não perde a esperança

de fazer as pazes com a bengala.

De quebra, sem que o vejamos,

limpa o coldre com a flanela.

João não esconde

sua dívida com o farmacêutico.

Zuleica parece ainda mais magra,

de coque alto

e luvas muito brancas.

Os netos fazem esforço

para que o retrato não atrapalhe

a festa. Bilico já estava morto

antes que entrasse na foto

o seu rádio de estimação.

Manolo não quis saber de posteridade.

A contragosto, comparece com a banqueta

feita em sua oficina

nos tempos da grande guerra.

 

Dona Cota também fugiu pela porta dos fundos,

mas arrumou bem arrumado

o jarro de flores

e por isso está no retrato.

André deu mão de cal na parede

e Lico, verniz brilhante

na cristaleira.

É de Catita a marinha

que se vê à esquerda (dela,

que morreu afogada, unhas ferindo

de crupe o crucifixo,

sem nunca ter visto

uma réstia qualquer de mar).

À esquerda, com moldura do Andrada,

esse mesmo

que alegou crise de asma

e fugiu com a costureira.

Solana repete o colar de pérolas,

agora no colo

da filha mais moça.

Hermengarda bordou a cortina de organdi.

 

Toda a família está no retrato.

Até o Arlindo, aquele sonso,

que colou a porcelana

que se vê ao centro.

 

Mesmo os que não quiseram ou não puderam comparecer

estão ali, todos, nos trinques, fotografados.

Seja de esguelha ou de estalo.

 

Por isso

é de lei

nessa casa

reverenciá-lo.

 

 

 

 

 

 

Décimo mirante

 

Medir em tudo, do chão que se alarga,

o bosque e o muro, o quintal sem alarde,

a lembrança na boca, e tão amarga,

tão terrível, que dela o sol não guarde

rastro ou notícia. O negrume, a ária

de privações e ausências que me invade.

A paixão maior, e mais ordinária,

que arma em mim tamanha brutalidade.

Medir em tudo o verão que me enfada:

seus celeiros, seus moinhos, seus bois.

Uma história vivida e não contada.

Há dois caminhos, tão-somente dois.

Agora urge amar a vida, e mais nada.

Tudo o que desconheço vem depois.

 

 

 

 

 

 

Augusta, seu marido e

seu amante

 

Ninguém sabe quanto me custa

por dois homens ser dividida,

mas com ambos fazer-me justa,

dando a cada qual minha vida.

 

Não em metades, mas inteira.

Tanto amor a muitos assusta.

Para o marido, costureira,

deusa do lar, de nome Augusta.

 

Para o amante, uma qualquer,

feita somente para a cama,

que melhor revela a mulher

em tudo mais puta que dama.

 

Andança de esposa até gueixa

ninguém sabe quanto me custa.

Às vezes tanto amor me deixa

assim na maior saia justa.

 

 

 
 
 

Trilogia do gato

 

1.

 

O gato no telhado: olho fixo

na manhã, no ar,

nessa renúncia de existir, tocar

o sal e o açúcar de existir.

 

Fixo na brisa

que arreda os sentidos:

estátua em mutação para o salto

sobre o nada

de si mesmo.

 

 

2.

 

Onde o real?

O homem, a mecânica celeste

no talo de um crisântemo?

Onde

a vida? O abalo da vida

contra o muro, o muro

entre a cal e a formiga?

 

Que peso

o do sol sobre o século?

Que noite traz

o caramujo em sua concha?

Qual o avesso de um besouro?

Em seu passado

de touro portátil

teve fortuna, ouro?

 

Qual o sinal da morte?

Qual o som, o sismo,

a sístole, o cisco

da morte?

E a linguagem dos juncos,

dos rios secos

em desuso?

 

Tem o limo grandeza e fuga?

 

Nada disso acorda o gato

do alto

de seu salto.

 

 

3.

 

Pergunta é cerne de homem,

mas o vazio que se come

 

é bem o daquele embargo

posto ao gato em seu cargo:

 

vazio não previsto, não julgado

quando do salto no telhado.

 

 

 

 

 

 

Os dois relógios

 

Não importa o tempo lá fora,

a brisa nas unhas do limoeiro.

 

O azul tão vivo

que fere a vista.

 

Pouco serve o sobejo de vida

nos pássaros, nas formigas

que trazem a custo

um graveto perdido na infância.

 

Nem ao menos a perfeição de tudo.

A claridade que cresta a paisagem.

 

Ao fundo de teu corpo

esses excessos não chegam.

Há um cofre: perdeste a chave.

 

Uma música dentro insiste.

Ao lado um relógio marcando

duas horas da madrugada.

 

Eis que nesse teu cofre

são sempre duas horas.

 

Por isso

de nada adianta o tempo lá fora.

 

Por isso

fica essa coisa triste,

indefinível, no ar.

 

E em teu corpo, e nesse cofre

diante de um relógio

às duas da madrugada.

 

Logo, resta esperar

algo que não se sabe ao certo

o que é, caso exista — e por que virá.

 

Algo maior que essa hora última, terrível.

 

E que possa fazer

o relógio girar.

 

 

 

 

 

 

O anúncio apenas

 

Tudo é sempre despedida.

 

Nenhuma hora

é própria para a dança.

 

Os bilhetes de passagem,

a sinalização das ruas,

as avenidas e os parques

indicam apenas a partida.

 

Caminho nenhum

é caminho de volta.

 

Esse sol já se perdeu,

o minuto em que escrevo

(em que alguém

do outro lado desta página

apalpa o fruto avesso que escrevo)

esse minuto também já se perdeu.

 

Só essa tristeza

sem sentido ou forma

permanece a meu lado

 

e me guia pelas mãos

desde o azul primeiro

dos primeiros dias.

 

Essa tristeza

como o anúncio de algo terrível,

mas anúncio apenas,

sem conseqüência ou crime.

 

Sem despedida:

eis que estará sempre aqui,

enorme, devorando cada palmo

de entrega, cada manhã

ante o amor que não cessa,

com o seu sono tomado

de aguda indiferença.

 

Agora é quase um barco

na direção da noite,

diante dos muros altos de febre

 

e sobre um mar

eternamente aberto para o passado.

 

Aberto à indiferença que somos e seremos.

Espelho vivo

de onde rompe essa tristeza.

 

Sem conseqüência

ou crime.

 

 

 

 

 

 

As mãos de meu pai

 

Só agora vejo crescer em mim

as mãos de meu pai.

 

Decerto não tão rápido assim:

um salto,

o desfolhar de muitas noites sob a pele

e, de repente,

as mãos de meu pai

 

(o seu gesto esquivo

de nuvem

fixou-se antes

e agora ruge).

 

Hoje vou desfolhando minha pele,

retirando o limo, o círculo de urzes,

mas as mãos de meu pai

não surgem.

 

Permanece ainda

a velha imagem

com seus santos no sepulcro.

 

A velha imagem

de algo meu, que se foi

gastando aos poucos.

 

Desfolhando-se até o osso.

 

Até que outras mãos

saibam colher, do ar mineral,

 

a flora silenciosa

e úmida de meu corpo.

 

 

 

 

 

 

Posfácio

 

Abre-se um novo embate. Abre-se a musa.

Eis que o metro força o antigo engenho.

Devo encaixar o mundo numa blusa

e, pródigo, doar o que eu não tenho.

Devo encontrar outrora esse soneto.

Também medir com régua cada estrofe.

Não é fácil o risco em que me meto:

há que cuidar com fé, pra que não mofe

cada palavra. Cada ponto e acento,

cada elisão contida na fuzarca

de verbo e dor e luz em que me agüento.

Não busques aqui Camões ou Petrarca.

Não eleves tamanho experimento,

pois nem essa ilusão meu verso embarca.

 

[imagens ©ferran jordá]
 
 
 
 

Iacyr Anderson Freitas (Patrocínio do Muriaé/MG, 1963). Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora, obteve também, pela mesma instituição, o título de mestre em Teoria da Literatura. Publicou diversos livros de poesia, ensaio literário e prosa de ficção, tendo recebido várias premiações no Brasil e no exterior. Sua obra se encontra bastante divulgada em outras línguas e países (Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Malta e Portugal). Além de colaborar intensamente na imprensa brasileira, já publicou poemas e textos críticos em Arquitrave (Colômbia), Comun Presencia (Colômbia), Fokus (Malta), International Poetry Review (USA), Los rollos del mal muerto (Argentina), O comércio do Porto (Portugal), Private (Itália), Punto di vista (Itália), Ricerca research recherche (Itália), Rimbaud Revue (França), Saudade (Portugal), Semicerchio (Itália) e Serta (Espanha), entre outros. Vive em Juiz de Fora/MG.

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

Poesia

 

§       Verso e palavra. Juiz de Fora: Ed. do Autor, 1982.

§       Pedra-Minas. Juiz de Fora: D'Lira, 1984.

§       Colagem de bordo & outros poemas. Juiz de Fora: D'Lira, 1986.

§       Outurvo. Juiz de Fora: D'Lira, 1987.

§       Pedra-Minas & Memorablia. Juiz de Fora: D'Lira, 1989.

§       O aprendizado da figura. Juiz de Fora: D'Lira, 1989.

§       Sísifo no espelho. Juiz de Fora: D'Lira, 1990.

§       Primeiro livro de chuvas. Juiz de Fora: D'Lira, 1991.

§       Messe. Juiz de Fora: D'Lira, 1995.

§       Lázaro. Juiz de Fora: D'Lira, 1995.

§       Mirante. Juiz de Fora: D'Lira, 1999.

§       Oceano coligido (antologia poética). São Paulo: Viramundo, 2000.

§       Messe (edição revista). Belo Horizonte: Secretaria Municipal de Cultura, 2000.

§       Dançar o nome (em coautoria com Edimilson Pereira e Fernando Fiorese, contendo CD com leitura dos poemas). Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2000.

§       A soleira e o século. São Paulo/Juiz de Fora: Nankin/ Funalfa Edições, 2002.

§       Duo. Magdalena (Argentina): Edición Artesanal, 2004. Volume bilíngüe e bipartido, contendo também poemas de Victoria Asís.

§       Terra além mar (antologia poética). Cascais (Portugal): Ardósia Assoc. Cult., 2005.

§       Quaradouro. São Paulo/ Juiz de Fora: Nankin/ Funalfa Edições, 2007.

§       Primeiras letras. São Paulo/ Juiz de Fora: Nankin/ Funalfa Edições, 2007.

§       Viavária. São Paulo/ Juiz de Fora: Nankin/ Funalfa Edições, 2010.

 

 

Ensaio

 

§       Heidegger e a origem da obra de arte. Juiz de Fora: D'Lira, 1993.

§       Quatro estudos. Juiz de Fora: D'Lira, 1998.

§       As perdas luminosas: uma análise da poesia de Ruy Espinheira Filho. Salvador: EDUFBA e Fundação Casa de Jorge Amado, 2001.

 

 

Prosa (ficção)

 

§       O artista e a cidade. Juiz de Fora: Funalfa, 2000 (álbum comemorativo dos 150 anos de emancipação política de Juiz de Fora, com tiragem de cem exemplares, contendo texto autobiográfico do poeta e uma serigrafia de Dnar Rocha).

§       Trinca dos traídos. São Paulo/ Juiz de Fora: Nankin/ Funalfa Edições, 2003.

 

 

Poesia para o público infantojuvenil

 

§       O cavalo alado e outros poemas. Juiz de Fora: Mary e Eliardo França Editores/ Zit Editores, 2004 (em co-autoria com Leo Cunha e Elias José).

§       Eu tinha um gato branco que fugiu. Juiz de Fora: Franco Editora, 2004.

§       Respeitável Público. Juiz de Fora: Mary e Eliardo França Editores, 2006.

 

 

Antologias e participações diversas

 

§       Antologia da nova poesia brasileira (Org. Olga Savary). Rio de Janeiro: Hipocampo, 1992.

§       Pérolas do Brasil / Pearls of Brazil / Brazilian Gyöngyei (Org. e trad. Lívia Paulini). Belo Horizonte: AFML, 1993.

§       International Poetry Review: Brazil Issue.  Greensboro (USA): University of North Carolina, spring 1997. Antologia org. e trad. por Steven White.

§       A poesia mineira no século XX (Org. Assis Brasil). Rio de Janeiro: Imago, 1998.

§       Anto (número 3, especialmente dedicado ao Brasil). Amarante (Portugal): Edições do Tâmega, 1998.

§       Fui eu (Org. Eunice Arruda). São Paulo: Escrituras Editora, 1998.

§       Reflexos da poesia contemporânea do Brasil, França, Itália e Portugal (Org. e trad. para o francês por Jean-Paul Mestas). Lisboa: Universitária Editora, 2000.

§       Ricerca research recherche. Lecce (Itália): Dipartimento di Lingue e Letterature Straniere - Universitá degli Studi di Lecce, nº 4, 1998. Seis poemas do autor foram traduzidos, para esta revista, por Vera Lúcia de Oliveira.

§       Baú de letras (Org. José Alberto Pinho Neves). Juiz de Fora: Funalfa, 2000.

§       Quanta terra!!! — Poesia e prosa brasileira contemporânea (Org. Amadeu Baptista). Almada (Portugal): Casa da Cerca, 2001.

§       Antología de la poesía brasileña (Org. e trad. Xosé Lois García). Santiago de Compostela (Espanha): Laiovento, 2001.

§       Letras da cidade (Org. Leila Barbosa e Marisa Timponi). Juiz de Fora: Funalfa, 2002.

§       Poesia em movimento (Org. Jorge Sanglard). Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2002.

§       Antologia comentada da literatura brasileira: poesia e prosa (Org. Magaly T. Gonçalves, Zélia T. de Aquino e Zina Bellodi). Petrópolis: Vozes, 2006.

§       Oiro de Minas: a nova poesia das Gerais (Org. Prisca Agustoni). Cascais (Portugal): Ardósia Associação Cultural, 2008.

§       Il corpo dissonante: cinque poeti brasiliani contemporanei (Org. e trad. Prisca Agustoni). Lugano (Suíça): Alla chiara fonte, 2008

§       Os dias do amor — um poema para cada dia do ano (Org. Inês Ramos). Parede (Portugal): Ministério dos livros, 2009.

§       Portuguesia (Org. Wilmar Silva). Belo Horizonte: Anome, 2009.

§       Divina música (Org. Amadeu Baptista). Viseu (Portugal): Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão, 2009.

 

 

Obras de referência/sobre IAF

 

§       LUCAS, Fábio. Mineiranças. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1991. p. 317-319.

§       OLIVEIRA, Alaíde Lisboa de et al. Salvo melhor juízo. São Paulo: Editora do Escritor, 1994. p. 44-48.

§       NASCIMENTO, Márcia dos Santos do. Poesia além das margens: trânsito e percurso poético em Edimilson de Almeida Pereira, Iacyr Freitas e Fernando Fiorese. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora / Instituto de Ciências Humanas e Letras / Curso de Pós-Graduação em Letras, Dissertação de Mestrado, 2001.

§       GONÇALVES, Magaly, AQUINO, Zélia, BELLODI, Zina (Org.). Antologia comentada da literatura brasileira: poesia e prosa. Petrópolis: Vozes, 2006. p.554-559.

§       TEDESCO, Lesllie Soares. Miragens de Sísifo: uma reflexão sobre a memória na poesia de Iacyr Anderson Freitas. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora / Instituto de Ciências Humanas e Letras / Curso de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários / Faculdade de Letras, Dissertação de Mestrado, 2007.

§       BUENO, Alexei. Uma história da poesia brasileira. Rio de Janeiro: G. Ermakoff, 2007. p. 403-404.

§       SOUSA, Salomão. Momento crítico. Brasília: Thesaurus, 2008. p. 75-87.

§       DUARTE, Constância Lima. Dicionário biobibliográfico de escritores mineiros. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010. p. 186-187.

 

 

Principais prêmios literários

 

§       1989 - Menção Especial no Prêmio Nacional Jorge de Lima, promovido pela União Brasileira de Escritores (RJ), por seu livro Sísifo no espelho.

§       1990 - 1º lugar no Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte (Poesia), promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, por seu livro Messe.

§       1993 - 1º lugar no Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte (Poesia), promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, por seu livro Lázaro.

§       1997 - Diploma do Mérito Cultural, conferido pela União Brasileira de Escritores (RJ), por seu conjunto de obra.

§       2000 - Prêmio Nacional Eduardo Frieiro (Ensaio), promovido pela Academia Mineira de Letras, por seu livro Quatro estudos.

§       2001 - 1º lugar no Prêmio Nacional Joaquim Norberto, promovido pela União Brasileira de Escritores (RJ), por seus livros Messe e Oceano coligido.

§       2002 - 1º lugar no Premio Internazionale Il Convivio (Poesia), promovido pela Accademia Internazionale Il Convivio (sediada na Itália), por seu livro Oceano coligido.

§       2002 - 1º lugar no Prêmio Nacional Centenário de Oscar Mendes (Ensaio), promovido pela Academia Mineira de Letras, por seu livro As perdas luminosas.

§       2003 - 1º lugar no Premio Internazionale Il Convivio (Poesia), promovido pela Accademia Internazionale Il Convivio (sediada na Itália), por seu livro A soleira e o século.

§       003 - 1º lugar no Prêmio Nacional Centenário de Hely Menegale (Poesia), promovido pela Academia Mineira de Letras, por seu livro A soleira e o século.

§       2004 – Menção Honrosa no Prêmio Vivaldi Moreira (Poesia), promovido pela Academia Mineira de Letras, conferido a um livro inédito do poeta.

§       2004 – Hors concours no Prêmio de Poesia Centenário de Carminha Gouthier, promovido, em conjunto, pela Academia Mineira de Letras, pela AFEMIL e pela AMULMIG, por seu livro A soleira e o século.

§       2005 – Menção Especial na 46ª edição do Premio Literario Casa de las Américas, em Cuba, por seu livro de contos Trinca dos traídos.

§       2006 – Menção Honrosa no Prêmio Nacional Cassiano Ricardo (Poesia), promovido pela União Brasileira de Escritores (RJ), por seu livro Terra além mar.

§       2007 – Prêmio Brasil América Hispânica (Poesia), promovido pela AFEMIL, por seu livro Terra além mar.

§       2008 – Menção Honrosa no II Concurso Nacional Literatura para Todos (Poesia), promovido pelo Ministério da Educação (MEC), por seu livro Viavária.

 

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