AL-Chaer é a grafia correta do sobrenome árabe de Alberto Vilela Chaer. Mineiro, nascido em Uberlândia-MG, em 11 de agosto de 1963. Vive em Goiânia. Mestre em Engenharia Civil pela PUC-Rio, iniciou a carreira do Magistério no Ensino Superior na Universidade Católica de Goiás em 1989, onde ensina para os Cursos de Engenharia. Em 2000, recebeu do IBRACON (Instituto Brasileiro do Concreto) o "Prêmio Excelência", pela divulgação do Ensino de Engenharia do Brasil no exterior. Atua também como Projetista de Estruturas de Concreto Armado. Vários de seus poemas estão veiculados em diversas páginas da Internet e publicados nas antologias: Pacote poético (UBE-GO, 1984), Horizontes (São Paulo: Ed. PD-Literatura, 1999), InsPiração Erótica (Poemas Sensuais. Jundiaí: Ed. Literarte, 2000), A sensualidade da língua (São Paulo: Laser Press Comunicações, 2000; 1º Concurso de Poesias do site Poemas Azuis, em CD-ROM, Rio de Janeiro, 2000; Confraria do Porto do Escritor(UBE-GO, Goiânia: Editora Kelps, 2005). Seu livro partitura (poemas), foi editado pela Editora da Universidade Católica de Goiás, em 2006. Há algum tempo, estuda o movimento da "Poesia Visual" e tem realizado algumas incursões no campo das artes visuais, utilizando ferramentas computacionais para produzir seus poemas em meio digital. Escreve o blogue visu-AL-Chaer. Torcedor do Goiás. Pai da Laura.
 
Mais AL-Chaer em Germina
partitura


neste momento
todas as músicas
têm teu nome
teu tom
harmonia
pelo teu corpo
sigo
as teclas do sonho
e depois
me arranjo

entardeter

....tarde

.....arde

..atar
.......de
.........a
..........ter

costas


nestes grãos de pele
..........fundem
minhas mãos e meus braços e teus desejos
..........dissolvo minhas horas
..........em fogo alto
..............
.suor sal e açúcar
..........temperam o gosto claro
quente
..........e acre-doce destas cores

para esta receita
eu me preparei

..........especiarias árabes
..........cuidadosamente
..........reservadas para a ocasião

meus dedos
provam
palavras derretidas

..........me espera me aceita
..........em ponto caramelo

felinos

..vem amada
..vou
.........indomado

sandálias

sejam as pedras
..................portuguesas
................de São Tomé
...........ou .de.Pirenópolis

todas as calçadas
cochicham
os teus passos

............aprendi com elas
............a escutar os sussurros
............das tuas pernas

para abafar
....a espera acústica
.desta alma mascate
............um coração estendido
......tapete persa
............................mosaicos do descompasso

...teus pés sempre estarão nus
nas cerâmicas
..........das minhas mãos frias

..........os ladrilhos
..........se esta rua
..........se esta rua fosse minha

amor de pai


sou vida
pela tua

dou vida
pelo teu amor

......evadem de mim
.............teus passos
......coração
.............aqui na minha mão
.............teu caminho
......oração

te amo
......um amor
......inteiro
e somente Maria para te amar mais

teu
sou teu pai

......e Deus me invade

asteróides


sorri com as mãos
.......................em órbitas
acenando a face
.......................planeta branquinho
aquarela de meus olhos apaixonados

............de dia e de noite
............dois asteróides azuis
..................vão protegendo
este rostinho
é a arte sapeca do anjinho-da-guarda
o mesmo de Miró
...garatuja
................traçando uma elipse

............................que já vai crescendo
............................que já vai mocinha

guardo com cuidado
.................no armário da minha felicidade
uma luneta mágica
......que só vê encantamento

.....................revejo a sua infância
.....................a toda a hora
.................................que eu preciso
.................................sentir o perfume
das estrelas do tempo de pai e filha

Soneto de Amor Branco


cantando o amor do amor que esperei
as cores do branco da tua pele
o branco se desfazendo da lei
clara do que vejo que me revele
busca das bocas de lábios vermelhos
das línguas novas encharcando a cama
temporal de arder os corpos espelhos
no brilho das sombras o suor chama
teu corpo renasce da minha mão
formas inéditas eu principio
movimento das rimas que se vão
paixão e palavras entregues ao cio

..meus braços abertos na folha viva
..o amor claro — versos te abraçam — Diva

vini, vidi, vinci!”


tua boca
fermentou minha espera
meus dias de língua
de semente a videira
dá-me um Prosecco
é urgente
sentir a síntese do teu beijo
pelas bolhas
que saltam da taça
teu beijo não cabe na minha boca
por isto
multiplico minha pele em lábios
Dali que me perdoe
mas o plágio é inevitável
agora
só o surrealismo me salva
meu corpo é uma única boca
grande
Babel revisitada
cada dente gritando
teu nome em todos os idiomas
e uma língua
dicionária
percorre
do ideograma milenar ao ícone high-tech
traduz
teu beijo maior ainda
lambe a tela
devassa os limites
funde
paredes chão e teto
em espasmos
dos tempos
de desejos espumantes
desarrumando a mobília
é o que me lembro
de resto é gozo que começa
abro as janelas da minha casa
para tua boca escorrer
enfeitando minhas fachadas urbanas
antes modernas
hoje
antiga felicidade quase esquecida
art décor

..nor mal



..f
..alta

..nor
......te

..noite

..a
..mor
......te
........u
........ma
. ......... l
............ou
............cura